"Católicas" feministas querem igrejas sem padre, pró-aborto e LGBTQIA+ no Brasil

 


A igreja Católica é uma das Instituições mais tradicionais da sociedade ocidental. Mas movimentos feministas e LGBTQIA+ de católicas tentam adaptar regras e redefinir estruturas de poder dentro do catolicismo. O popular grupo internacional “Maria 2.0” reivindica, por exemplo, a indicação de uma mulher ao cargo de Papa.

“Grupos assism estão se fortalecendo dentro da Igreja Católica. São fiéis que se organizam para mostrar que o catecismo está errado quando diz que somos ‘intrinsecamente desordenados'”, diz Cris Serra, coordenadora do movimento, que hoje conta com mais de 22 grupos espalhados por comunidades do Brasil.

A presença de movimentos LGBTs dentro da Igreja não é nova. Um dos coletivos mais famosos é o Dignity, que surgiu em 1969. Depois que o Vaticano proibiu a realização de eventos do grupo em paróquias e sedes oficiais, a partir dos anos 80, os encontros do coletivo (agora chamado Dignity USA) passaram a acontecer em templos protestantes. Esses movimentos voltaram a ganhar força e repercussão depois da eleição do Papa Francisco, em 2013. “O Papa está propondo mudanças estruturais na Igreja.

Quem vê de fora, acha que é algo pequeno, mas não é; só através da reestruturação de poder dentro da Instituição, é que romperemos com padrões”, afirma Cris. Ela defende que a Igreja deve se torna um ambiente acolhedor aos homossexuais, reveja a verticalidade dos poderes e o tratamento às mulheres.

“Ser padre é o ‘armário’ perfeito para quem não tem coragem de confrontar a própria sexualidade”, diz Cris. Ela, que se identifica como uma pessoa não binária, levou tempo para se reconciliar com a própria fé: “Achava que tinha algo de errado comigo, que eu estava cometendo um pecado por gostar de beijar meninas.

Nisso, eu parei de comungar e por alguns anos confrontar minha espiritualidade foi um processo doloroso”. Mas Cris não deixou a fé de lado: “Com 20 anos comecei a entrar em qualquer Igreja para me confessar. Perguntava para todos os padres que encontrava: ‘Qual é o problema de ser homossexual?’. Um deles ficou vermelho, suou, e disse ‘olha, eu não sei’. Outro disse que não tinha problema, que eu tinha razão, todo amor gera vida – e é isso que importa. Desde então, retomei minhas idas às missas”.

O grupo Católicas pelo Direito de Decidir existe desde 1996 e defende que mulheres religiosas tenham liberdade de tomar decisões – como o aborto – sobre o próprio corpo. No Brasil, Regina.Jurkewicz, especialista em Ciências da Religião, foi uma das fundadoras do grupo.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Universa Uol.

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