Malafaia incentiva descumprimento de medida contra coronavírus : ‘Quero ver quem é que vai segurar isso' - Front catolico

Malafaia incentiva descumprimento de medida contra coronavírus : ‘Quero ver quem é que vai segurar isso'




O pastor e empresário Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou que o “caos social” é mais mortal que o novo coronavírus, em vídeo divulgado em suas redes sociais. Além disso, reiterou seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e disse que “a casa está caindo para os politiqueiros”.

“Escute o que estou te dizendo, anote aí, no dia 5 (de abril) não vai ter dinheiro para pagar ninguém. A fome e a sede são os instintos mais veementes do ser humano. Quero ver quem é que vai segurar isso. Vai matar gente de coronavírus? Vai. Mas o caos social mata mais. Escolha de Sofia. Qual mata menos?”, explicou.

“O coronavírus está matando pessoas de idade que tenham deficiências. A pessoa tem pressão alta, é diabético, tem problema do coração, do pulmão? Então não sai. O resto, põe para trabalhar”, continuou.
O pastor ainda disse que a igreja estará sempre funcionando. “Não está tendo culto, mas está de portas abertas para dar atendimento às pessoas. Estamos diante de uma escolha de Sofia. O que mata mais? Coronavírus ou caos social?
Acho para mim que em um país onde o povo não tem reserva de dinheiro, onde 80% da população ganha até quatro salários mínimos e tem 12 milhões desempregados, se demorar um pouco esse negócio não vai ficar bom”, contou ao jornal O Estado de São Paulo.
Nas redes sociais, as pessoas não ficaram satisfeitas com as declarações do pastor, que tenta minimizar a pandemia do novo coronavírus. Veja a repercussão:
O senhor me decepcionou Pastor, Bolsonaro somente pensa em dinheiro, somos humanos , pensamos em vidas , Brasil tem suporte para a economia aguentar 15 días ou um mês de quarentena, espero que Deus te toque e o senhor mude o discurso...

Veja outros Tweets de Sandra Anddress
Pensa num "caos social" sem pagamento do dízimo né mesmo? Seria como estar no inferno fazendo companhia pra Lúcifer!!!
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Para de querer justificar o injustificável. Vc está cego a ponto de nao ter mais pensamento crítico quanto ao que vc defende.
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Colapso na saúde

Segundo a médica infectologista Vírginia Andrade, não é o momento de dar fim às medidas de distanciamento social. “Não é o momento de acabar a contenção. Essas ações têm se mostrado como a única forma eficaz de trazer segurança para pessoas do grupo de risco. Se as pessoas voltarem às ruas agora, seria inevitável um colapso da saúde porque o número de leitos disponíveis seria insuficiente para atender uma grande quantidade de doentes”, explica.
Ainda de acordo com a infectologista, não há um tempo estimado para a duração do isolamento social, mas as pessoas precisam ter paciência. “Não estima-se um período mínimo ou máximo, estamos acompanhando a curva de casos.
As pessoas querem voltar às ruas, mas, na verdade, profissionais de áreas essenciais estão trabalhando, isso já é o necessário. É preciso preservar a vida das pessoas do grupo de risco”, afirma.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também reagiu ao pronunciamento de Bolsonaro, que vai ao encontro da fala de Malafaia. Ele falou sobre o presidente brasileiro em conversa com o jornalista Jamil Chade, do UOL. “Em muitos países, as UTIs estão lotadas e essa é uma doença muito séria”, declarou.
No pronunciamento, Bolsonaro minimizou os efeitos do novo coronavírus e sugeriu que apenas idosos fiquem em isolamento. No entanto, a OMS declara que todos devem manter as medidas para evitar que o vírus se espalhe. Há casos, inclusive, de crianças que morreram vítimas da doença.
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Antonio Guterres, fez um apelo aos governos do mundo – antes da resposta de Tedros -, e disse que a ameaça da Covid-19 é para ”toda a humanidade”.


De acordo com o colunista Chade, diversos técnicos internacionais “indicaram que o temor é de que, ao mandar essa mensagem, Bolsonaro mina a tentativa da OMS de conscientizar milhões de pessoas sobre a necessidade de tratar a doença como algo sério. Por semanas, a direção da agência vem tentando convencer políticos pelo mundo de que a situação é grave

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