Padre leva soco no rosto e é ameaçado dentro de casa paroquial em cidade de MS - Front catolico

Padre leva soco no rosto e é ameaçado dentro de casa paroquial em cidade de MS


Imagem ilustrativa

Um padre de 43 anos foi agredido e ameaçado nesta quinta-feira (26), dentro da casa paroquial em Porto Murtinho, cidade distante a 440 quilômetros de Campo Grande. A confusão teria se iniciado após a organização de uma peregrinação religiosa onde o fundo arrecadado seria para reformar a igreja e do asilo da cidade.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o pároco recebeu um áudio pelo Whatsapp nessa quinta-feira por volta das 16h, onde o autor dizia em tom desrespeitoso e agressivo que iria até o encontro da vítima para conversar.
O padre estava tomando banho quando ouviu vozes vindo da cozinha perguntando “cadê esse vagabundo? Quero falar com ele”. A secretaria da casa paroquial tentou impedir que o autor fosse até o quarto onde se encontrava o padre, logo em seguida o autor saiu de dentro da casa paroquial e foi até a secretaria que fica ao lado da casa.
O padre foi até a secretaria encontrar com o autor de 43 anos, para saber o que o mesmo queria. O autor começou a gritar, dizendo que queria o dinheiro de volta, se referindo a um valor que foi utilizado nas despesas para reforma da paróquia, o valor é oriundo de uma peregrinação religiosa para a cidade de Caacupe no Paraguai, a qual o autor era um dos responsáveis. Ainda conforme registro policial, o autor estava muito descontrolado e alterado e partiu para cima do padre e deu um soco em seu olho esquerdo ocasionando em uma lesão e danificando seus óculos.

O pároco contou que o autor realizou várias compras em diversos estabelecimentos comerciais, com a finalidade de adquirir material para a reforma da paróquia, que foram gastos até o momento um total de R$ 13.288,43 (treze mil duzentos e oitenta e oito e quarenta e três centavos), valor pago com a arrecadação das vendas do pacote de viagem da peregrinação. O intuito da peregrinação seria angariar fundos para a paróquia e para o asilo que seria dividido após, do valor arrecadado, retirar o valor das despesas da viagem e dividir o lucro entre a igreja e o asilo.

No dia 23 de dezembro, houve uma reunião na casa do autor onde o mesmo prestou contas relativos aos gastos, e o mesmo exigiu que o padre realizasse um depósito na conta de sua esposa no valor de R$ 13.288,433 o qual afirmava que era para pagar as despesas da viagem. O pároco afirma que o total arrecado com a venda dos pacotes seria um valor de R$ 23.870 e as despesas que autor listou seria de R$ 9.940, ou seja, sobraria um lucro de R$ 13.930 (treze mil novecentos e trinta) tirando o gasto que já teria sido feito com a compra de material, sobraria R$ 700 (setecentos reais)

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