Polêmica:O padre que baleou bandido durante assalto em igreja,certo ou errado? O que diz a igreja? - Front catolico

Polêmica:O padre que baleou bandido durante assalto em igreja,certo ou errado? O que diz a igreja?






O caso aconteceu a algum tempo atrás,mas até hoje é motivo de discussão e debate,qual sua opinião,o padre agiu certo ou errado? 



Veja a notícia e tire suas conclusões

Na última quinta feira (23), uma tentativa de assalto a uma igreja em Santa Maria (RS) terminou mal para Valdocir do Nascimento, de 31 anos, que acabou baleado enquanto tentava carregar um aparelho de TV que havia subtraído da casa paroquial.




O disparo, que atingiu o criminoso no ombro esquerdo, foi feito pelo padre Mauri Franciscato. Em depoimento, o pároco contou que efetuou o disparo contra os dois ladrões que haviam invadido o local, quando um deles apontou a arma parra ele. Um dos homens acabou ferido, e o outro fugiu.
– Ele disse que estava dormindo no segundo andar da casa paroquial quando ouviu um barulho de vidro quebrando e desceu para ver o que era. Havia dois sujeitos e um deles carregava uma televisão. O outro apontou a arma para o padre, que também estava armado e disparou – explicou o delegado titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil (3ª DP), André Diefenbach.



– A princípio, é legitima defesa – completou o delegado, explicando ainda que a arma usada para o disparo estava devidamente registrada em nome do religioso e, portanto, o porte da arma é legal.
Segundo o Correio do Povo, Nascimento está internado no Hospital Universitário de Santa Maria sob custódia da Brigada Militar (BM). Seu comparsa se encontra foragido, mas já foi identificado pela polícia

SAIBA O QUE DIZ A IGREJA SOBRE LEGÍTIMA DEFESA

Legítima Defesa


2263. A legítima defesa das pessoas e das sociedades não é uma exceção à proibição de matar o inocente, que caracteriza o homicídio voluntário. “A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação da própria vida, o outro é a morte do agressor… (S. Tomás de Aquino, S. Th. II – II, 64, 7). Só se quer o primeiro; o outro não” (idem).

2264. O amor a si mesmo permanece um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer respeitar o próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor:
Se alguém, para defender-se, usar de violência mais do que necessário, o seu ato será ilícito. Mas se a violência for repelida com medida, será lícito…
E não é necessária para a salvação omitir este ato de comedida proteção, para evitar matar o outro; porque, antes da de outrem, se está obrigado a cuidar da própria vida (ibidem).
2265. A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para aquele que é responsável pela vida de outros, pelo bem comum da família ou da sociedade.
Preservar o bem comum da sociedade exige que o agressor se prive das possibilidades de prejudicar a outrem. A este título, o ensinamento tradicional da 
Igreja reconheceu como fundamentado o direito e o dever da legítima autoridade pública de infligir penas proporcionadas à gravidade dos delitos
, sem excluir, em casos de extrema gravidade, a pena de morte. Por razões análogas os detentores de autoridade têm o direito de repelir pelas armas os agressores da comunidade civil pela qual são responsáveis.


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