Bispo causa indignação após proibir o uso de “véus e correntes” na diocese de Goiás - Front catolico

Bispo causa indignação após proibir o uso de “véus e correntes” na diocese de Goiás





Com base no decreto Verum et Authenticum Cultum Beatam Mariam Semper Virginem da Diocese de Uruaçu, o bispo da diocese de Goiás, Eugène Lambert Adrian Rixen, emitiu uma Orientação Pastoral, proibindo o uso de véus e correntes, como também o uso do termo “escravo de Nossa Senhora” como forma de devoção à Nossa Senhora.


Com a data de 6 de março, quarta-feira de cinzas, a orientação do bispo diz: "Pedimos encarecidamente que os agentes de pastorais, clérigos ou leigos, devem impedir a ereção de grupos sectários que usam sinais como: véus, correntes (no sentido estrito do termo), e outros tipos de manifestações próprias, que ao invés de promover a Verdadeira Devoção a Nossa Senhora, cria-se uma devoção obscura que mais confunde do que promove a piíssima devoção; e, em outro

trecho menciona “Que o termo "Escravo de Nossa Senhora" seja evitado e elucidado, tendo em vista que Jesus Cristo diz: "já não vos chamo mais de escravos, porque o escravo, não sabe o que faz o seu senhor; mas Eu vos chamo de amigos", (Jo 15,15); e em outra passagem diz que nem vos tenho como "escravo, mas muito mais do que um escravo, como um irmão querido" (Flm 15-16).
Veja o texto na íntegra:



Resposta a decreto que proíbe uso do sagrado véu, das cadeias da total consagração e dificulta o acesso dos fiéis à Total Consagração à Santíssima Virgem.


Esse posicionamento é típico de padres e bispos que não conhecem a Total Consagração à Santíssima Virgem e nem o que a Igreja diz a respeito do assunto. Esta Consagração foi aprovada ou recomendada por mais de 10 Papas. Indulgenciada e louvada pela Igreja, essa Consagração foi vivenciada por numerosíssimos santos.
Os Papas em seus documentos de aprovação a essa maravilhosa Consagração, sempre utilizaram os termos “escravos de Maria”, “escravidão marial” ou “escravos de Nossa Senhora”, incluindo o atualíssimo São João Paulo II. Portanto dizer que este termo está desatualizado é desconhecer o que ele significa na doutrina e na espiritualidade católica. Ou devemos concluir que alguns bispos ou padres modernos sabiam mais sobre teologia e doutrina do que os Papas que usaram esse o termo “escravo” para designar essa Total entrega a Jesus por Maria? E o que dizer do próprio São Paulo e outros apóstolos que nas Sagradas Escrituras se intitulam escravos (que no tempo e contexto bíblico = servo)? Neste caso teríamos também que desqualificar e criticar a expressão pela qual a própria Santíssima Virgem se designa, uma vez que apresenta como “escrava do Senhor”…


É sem efeito a proibição de se usar véu ou as cadeias, pois se tratam de práticas, aprovadas e louvadas pela Igreja, não cabendo portanto a padres ou bispos legislar a esse respeito. O uso do véu é bíblico e com forte referência na tradição e na prática de piedade das fiéis católicas. Até 1983 era obrigatório o uso. Com o advento do novo Código de Direito Canônico, deixou de ser obrigatório, mas não deixou de ser recomendado.
Se trata de uma peça da indulmentária da mulher católica e compete UNICAMENTE a elas a decisão de usar ou não tal peça, não dependo em nada, do consentimento ou autorização do pároco ou bispo.
Na verdade a grande maioria dos que fazem essa consagração participam e servem em suas respectivas paróquias e se empenham na defesa da vida, da família e dá fé católica, muitas vezes em meio à grandes provações e sofrimentos.


A Total Consagração como é apresentada por São Luís Maria Grignion de Montfort é um ato pessoal não sendo necessário o consentimento ou autorização do pároco, bispo ou de quem quer seja para ser feita, pois se trata de uma prática de piedade já aprovada e recomenda pela mais alta autoridade da Igreja. É semelhante à reza do terço: ninguém precisa pedir autorização para o padre ou bispo para reza-lo, pois se trata de uma prática já aprovada e recomendada pela Igreja.
Devemos ter todo respeito e obediência a nossos pastores, desde que esses estejam em sintonia com os ensinamentos e a doutrina de sempre da Igreja.
Também os padres e os bispos devem obedecer a Igreja e respeitar a legítima escolhas dos fiéis.
Se há erros, que estes sejam corrigidos. Mas querer dificultar práticas santas e piedosas e penalizar as pessoas que as vivenciam por conta do mal uso que alguém possa ter feito não é honesto nem condizente com a verdade e a justiça.


Estamos todos, enquanto católicos, sujeitos à autoridade da Santa Igreja, e dos bispos e padres, enquanto em sintonia com esta. Entretanto, ninguém está obrigado a obedecer um decreto injusto que contradiz a doutrina da Igreja, nem a ir contra a própria consciência, formada pelo Sagrado Magistério, para atender caprichos ou gostos pessoais de quem quer que seja.
Seria muito bom, que os padres e especialmente os bispos usassem de sua autoridade para combater os muitos abusos e heresias que têm sido praticados e ensinados em sua dioceses.
Por que, ao invés de decretos proibindo as correntes (que são sacramentais aprovados pela Igreja), não fazem um decreto proibindo os piercings e tatuagens diabólicas? Por que, ao invés de um decreto proibindo os véus (cujo uso é recomendo na Bíblia e praticado na Tradição), não se faz um decreto proibindo as mulheres entrarem nas Igrejas de mini-saias, shorts, blusinhas de alças penduradas, roupas transparentes, coladas e decotadas e sensuais? Por que, ao invés de decretos que fazem ser maus vistos bons fiéis que fizeram a Total Consagração a Nossa Senhora, não se faz decretos proibindo as famigeradas missas de “Cura e Libertação” ou a comunhão “self service” ou as “missas sertanejas” e outras aberrações do gênero? Por que, ao invés de decretos atacando a piedade, não se faz decretos fazendo eco à doutrina da Igreja que proíbe os católicos se inscreverem na maçonaria ou se filiarem, apoiarem ou votarem em partidos comunistas/socialistas e abortistas como é o caso do PT, PC do B, PSOL, PSTU, PDT e tantos outros?…


E esses decretos seriam apenas a aplicação das doutrina e da disciplina da Santa Igreja… mas parece que é mais fácil atacar e fazerem ser vistos como excêntricos, obscuros e “desobedientes” os que apenas têm buscado, sob o patrocínio da Santíssima Virgem, viver melhor sua fé.
Muito triste e lamentável essa inversão de valores. Enquanto os ímpios, heréticos e verdadeiros desobedientes à Igreja trabalham tranquilos e seguem sua obra de destruição da Igreja (conscientes ou não) sob o patrocínio ou ao menos sem oposição de muitíssimos bispos, bons católicos tem sido atacados, impedidos ou desencorajados e covardemente ameaçados por essas mesmas autoridades… que a todo custo querem ser obedecidas, mas em tantas coisas graves e importantes não obedecem a Igreja.
Parece que para muitos bispos o tal “protagonismo dos leigos” tão preconizado pelo Concílio Vaticano II, só pode ser exercido sem em conformidade com ideologias modernistas dos respectivos pastores.


Ameaçar de punição em um decreto os quem não quiserem obedecer as ideias e gostos pessoais do autoridade local, parece algo muito extremamente intolerante, “opressor”, sem caridade e causador de divisões desnecessárias, nada em sintonia com uma pretensa “Igreja acolhedora” e “aberta ao diálogo”.
Parece que o diálogo fica restrito aos heréticos e aos que pensam de forma completamente contrária à Igreja.
Que os católicos, sem perder a reverência e o respeito pelas legítimas autoridades, saibam defender seus legítimos direitos, entre estes os de terem a pregação integral dá verdade católica e a digna celebração dos sacramentos.
Procuremos viver a verdade, pois no dia de nossa morte, Deus será nosso único juiz.



Templário de Maria

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