Santa Rita de Cássia: para o amor, não há o impossível - Front catolico

Santa Rita de Cássia: para o amor, não há o impossível





Particularmente, quando fui escolhida para ficar com a pauta de Santa Rita de Cássia não fiquei muito confortável, já que não tinha muita “proximidade” com a santa. Apesar disso, decidi “pegar” a pauta.

Comecei a pesquisar e a vasculhar tudo o que havia sobre ela na internet, e posso afirmar que escrevo este texto com a fé renovada. Louvo a Deus por todos aqueles que se decidiram radicalmente pela vontade de Deus e mostram que a santidade é possível, é real.
Santa Rita foi uma mulher que determinou-se por Deus. Mesmo diante de todas as tribulações, ela decidiu amar: amar a Deus, amar as pessoas, amar a Cruz, amar COM a Cruz.
Rita nasceu em 1381, em uma família tradicionalmente católica. Como era costume na época, seus pais escolheram o seu marido. Infelizmente, o esposo se mostrou agressivo e violento, e Rita sofreu durante 18 anos.

Eles tiveram dois filhos. Nesse tempo, ela pedia a Deus por seu marido e foi atendida: ele se converteu. Tempos depois, devido a desavenças do passado, ele foi assassinado, gerando uma grande revolta e desejo de vingança nos seus filhos. Rita clamou a Deus que não permitisse que eles cometessem um pecado tão grave e, se preciso fosse, poderia levá-los para junto Dele. E assim aconteceu. Seus filhos foram acometidos de uma grave doença e faleceram, tendo antes se arrependido dos pecados.
Como estava só, Rita decidiu ir em busca de um sonho de criança: ser freira. Ao se depararem com a história de vida (matrimônio, filhos, viuvez) de Rita, as irmãs do convento não a permitiram entrar. Até que em uma noite, São Francisco, São Nicolau e São João Batista foram visitá-la e levaram-na para dentro do mosteiro que estava de portas trancadas. Ninguém soube explicar como tudo aconteceu e perceberam que era vontade de Deus que ela permanecesse ali. Uma superiora, duvidando da sua vocação, mandou que Rita regasse um pedaço de galho seco durante um ano. Então mais um milagre aconteceu: o galho transformou-se em uma linda videira.
Agora, Irmã Rita tinha um profundo amor e piedade por Jesus Crucificado, pedindo a Deus a graça de sentir, o mínimo que fosse, a dor de Jesus. Então, um espinho desprendeu-se da Cruz que ela contemplava e atingiu-a na fronte, causando-lhe um estigma semelhante a um dos espinhos que feriram Jesus. A ferida permaneceu aberta e causava-lhe muita dor. O odor que exalava era insuportável, e a santa teve que ficar separada das demais freiras.

A ferida chegou a cicatrizar quando Rita foi a Roma, no Ano Santo, mas, ao retornar, a chaga voltou a se abrir.
Contemplando sua história, percebo que, dentre as características de Santa Rita, a principal é o amor. Ela soube amar na alegria e na dor. Creio que se ela é conhecida como Santa das Causas Impossíveis, é porque para o amor não há o impossível. Sua confiança na voz de Deus era plena e a Ele devia respeito e gratidão.

“Na amarga vida, ó Santa Rita,
quem sabe amar, sabe sofrer,
e no silêncio que tortura,
aprende a arte de viver!
O teu semblante refletia
da tua vida o esplendor,
a luz brilhante da alegria,
de expressar Nosso Senhor!
O teu perfume tão divino
faz nosso povo, então, sonhar.
Mesmo sofrendo nesta vida,
só é feliz quem sabe amar.”
Hino de Santa Rita de Cássia
Termino o texto pedindo a intercessão de Santa Rita de Cássia para que aprendamos a amar. Peço sua intercessão em especial pelas mulheres que sofrem a violência doméstica, pela conversão dos corações mais duros.


“Amai a Deus, minhas irmãs, sobre todas as coisas, porque a sua bondade e formosura são inigualáveis e só Ele deve merecer o vosso amor; observai a regra que haveis professado, venerai o nosso grande pai Santo Agostinho por nos ter dado nela um caminho real para a glória” Santa Rita de Cássia.
Mayara Raulino
Assista ao hino de Santa Rita:


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