Menino de 4 anos é torturado pela família em rituais satânicos - Front catolico

Menino de 4 anos é torturado pela família em rituais satânicos



 
17/01/2019
 
Imagem: Internet

Um menino de apenas quatro anos viveu uma infância de horror, ao ser vítima de torturas macabras feitas por familiares em rituais satânicos. A criança, que foi adotada, era queimada com água a ferver e com álcool quente, espancado e arrancavam-lhe as unhas dos pés regularmente em práticas que visavam agradar ao Diabo através da dor do menor. As autoridades brasileiras acreditam que os maus-tratos mais graves ocorreram durante um período de nove meses, entre 2015 e 2016. A criança foi encontrada pelas autoridades com marcas de queimaduras em todo o corpo e lesões nos membros, tronco e nos genitais.



Os criminosos, a avó, dois tios, uma tia e um primo adolescente do menor foram dados como culpados dos crimes de tortura, corrupção de meros, maus-tratos infantis e incapacidade de exercer poder parental e aguardam a leitura da sentença, que pode ir até aos 70 anos de prisão, segundo a lei brasileira. Segundo os investigadores, o pequeno Marcos era era atacado pelos familiares quatro vezes por semana, sempre durante a noite, e sofreu tanto física como psicologicamente, ao ponte de começar a acreditar que a tortura e as dores "eram normais". Segundo a detetive Priscilla Anuda Quarti, a criança foi abandonada pelos pais, toxicodependentes, e foi adotada pela família com ligações a cultos satânicos em 2015, que "já planeava usar o menino em rituais de magia negra e, eventualmente, oferecê-lo como sacrifício humano".

Os membros daquela seita justificaram os maus-tratos ao menor com o fato de acreditarem que "ele estava possuído por um demónio que prometia prosperidade e riqueza", pelo que levavam a cabo rituais satânicos e práticas vodu. Em tribunal, os médicos relataram o estado do menor quando deu entrada no hospital. "Tinha lesões e hematomas no corpo todo, de murros e pontapés. Tinha cortes de ser chicoteado e marcas de agressão com o cabo de uma vassoura.

Tinha cicatrizes na cara, pescoço e tronco. Contou-nos que era queimado com água a ferver na cabeça e que lhe apagavam cigarros no corpo, molhando as feridas com rum quente em seguida. Encontrámos várias fraturas que não foram tratadas, acabaram por sarar e deixaram-no com os membros deformados", afirmaram os clínicos que trataram o menor.

A criança, hoje com seis anos, já foi entregue a uma nova família e, segundo os Serviços Sociais brasileiros, está finalmente "feliz".


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