Em várias regiões do planeta, rituais macabros envolvendo o assassinato de seres humanos ainda é uma realidade triste e cruel, que apesar de parecer absurda para alguns, não pode ser ignorada. Este é o caso, por exemplo, de Uganda, na África, onde dezenas de crianças são sequestradas e sacrificadas todos os anos em cerimônias satânicas.


“Os feiticeiros acreditam que quando você sequestra uma criança, acaba ganhando riquezas e proteção”, disse o pastor Peter Sewakiryanga, que integra uma força-tarefa junto com policiais e investigadores para lutar contra o sequestro e morte de crianças em Uganda, segundo a CBN News.
“O problema está aumentando e muitas crianças são mortas. Há muito poucos que realmente sobrevivem”, destaca o missionario, que também lidera a organização Child Care Ministries Kyampisi, que combate o sacrifício-ritual no país.

Moses Binoga, um investigador designado pelo governo de Uganda para lidar com os casos de sequestro e assassinato, também revela que a mutilação é outra prática comum. Os feiticeiros cortam a língua das crianças e misturam com ervas, acreditando que isso trás sorte.
“A língua é usada no ritual, eles acreditam que isso pode silenciar os inimigos”, disse Binoga. “Esses feiticeiros vão até as pessoas que querem ficar ricas e dizem que, para atingir esse objetivo, elas precisam sacrificar outro ser humano”, disse outro investigador que compõe a força-tarefa, Mike Chibita.

Sobreviventes

Kanani Nankunda, George Mukisa e Allan Ssembatya são três crianças que conseguiram sobreviver ao sequestro e tentativa de assassinato dos feiticeiros locais. Kanani deu detalhes do trauma que vivenciou. Hoje ele carrega uma cicatriz de 25 cm no pescoço.


“Eu desmaiei e quando acordei, encontrei minha irmã morta e sem cabeça”, disse ele aos repórteres da CBN News. O feiticeiro tentou drenar o sangue de Kanani, mas isso não foi suficiente para lhe matar.
Para Allan Ssembatya, sua vida foi mantida por intervenção de divina. A sua fé em Cristo, auxiliada pelo missionario Peter na organização Kyampisi, é outro alicerce para lidar com os traumas que carrega até hoje.
“Deus me ajudou e está nos ajudando de muitas maneiras diferentes“, disse Ssembatya. “Quando pensamos sobre o que nos aconteceu, apenas oramos e pedimos a Deus que isso nunca aconteça com mais ninguém”, conclui o jovem.