De stripper a freira – Conheça a história real desta mulher - Front catolico

De stripper a freira – Conheça a história real desta mulher





Quando eu dançava, todos me trataram como se eu fosse uma prostituta, mas graças a Jesus, percebi que meu corpo não era um lixo.”


x; padding: 0px 20px; text-align: justify;"> Antes de conhecer Deus, Anna Nobili era uma stripper. Por seu trabalho, ela frequentou os clubes da moda de Milão. Até o dia em que ela conheceu a Cristo. Seis anos depois, ela ouviu o chamado do Senhor para torna-se uma freira na congregação das Irmãs Operárias da Casa de Nazaré. A irmã Anna Nobili nos conta sobre sua surpreendente conversão.


Ela conta que aos 13 anos presenciou a separação dos seus pais; seu pai era extremamente agressivo com a mãe, tanto verbal como fisicamente.
“Meu pai era um homem infeliz e colocava a sua frustação em nós, seus filhos. Ninguém lhe ensinou a amar”.
Anna disse que vivia um vazio emocional insuportável, por conta desta falta de amor paterno, além disso era uma menina muito tímida. Por esse jeito de ser, sofreu muito bullying na escola, fazendo-a pensar que tinha que mudar seu jeito para ser aceita.
“Então, comecei a me vestir de maneira diferente, forçando minha mãe a comprar roupas caras e da moda. Eu comecei a me maquiar e me vestir de maneira provocante. Até o ponto de, as outras garotas terem ciúmes de mim. Obviamente eu era muito bonita e sexy. Elas me consideraram uma ameaça. Mais uma vez fiquei sozinha e rejeitada, comecei a ficar deprimida”.



Relacionamento afetivos desequilibrados

Ela tinha um namorado e certa vez, ele a tratou de maneira fria e grosseira durante o dia. Num encontro à noite, ele a violentou. Ao perceber que ele nunca a havia amado, se revoltou e procurou uma forma de esquecer.
Uma saída para as feridas, foi entrar na vida noturna: “Comecei a trabalhar, como stripper, em alguns clubes em Milão. Graças ao meu trabalho, pude conhecer um número ilimitado de garotos. Eu conhecia todos os seguranças da cidade. Eu poderia ir a qualquer lugar de graça. Por volta das duas horas da manhã, terminava meu trabalho e ficava nas discotecas até o amanhecer”.
Ela reconhece que experimentava uma felicidade, porém ilusória. No fundo ela não se amava e sabia que os homens queriam somente o seu corpo. “Meu corpo e minha dança se tornaram ferramentas com as quais eu caçava garotos como troféus. Sempre mais. Toda noite um novo. Eu até fiz uma aula de dança que me permitiu entrar num show grande. Isso me abriu as portas da televisão, me tornando conhecida. Eu viajei ao redor do mundo”.


Meu vazio atraiu Deus

Anna começou a fazer muito sucesso, todavia, todo glamour não preenchia o seu vazio e nem supria a sua solidão.
“Eu me sentia suja…meu corpo nunca havia recebido nenhum gesto de ternura. Meu gestos sempre foram violentos, sensuais, mas não ternos. Eu não me estimava. Eu só precisava de delicadeza e respeito. Eu sonhava em encontrar um homem que me dissesse – ‘estou apaixonado por você, te amo’ – isso nunca aconteceu”.


Ela recorda que neste período ficava em casa só para dormir; não tinha nenhum relacionamento com seus irmãos. Certo dia, enquanto se maquiava para sair sua mãe chegou para falar com ela. “Ela me contou sobre Jesus, daí eu explodi e disse a ela que não havia pedido para nascer. Mas ela não desanimou e continuou a falar sobre Jesus… todas as noites ela ia à Missa e rezava-a por minha intenção”.

A mudança

A mudança de vida estava próxima e viria por meio de sua mãe. Uma vez ela estava na rua e atendeu um telefone de uma mulher desconhecida. Ela começou a dizer que era intercessora e que sua mãe havia dado a ela uma foto sua.
Por fim ela ofereceu uma vaga para um retiro espiritual em Assis.
“Eu disse sim. Quando fui para lá, experimentei algo maravilhoso em um dia. Havia jovens cantando e orando. Eles também se divertiram, mas sem estarem bêbados. Era tão novo e tão bonito para mim. Eu era rica, tinha todos os meninos que eu queria, organizava festas do inferno, mas nunca havia experimentado uma atmosfera tão feliz”.


A experiência foi marcante, mas não a fez mudar tão rápido de vida. Meses depois resolveu ir à Missa e na homilia o padre saudava as pessoas que estavam ali pela primeira vez.
“Eu senti que ele estava falando de mim. Suas palavras tocaram meu coração, porém, algo quebrou em mim. Eu tinha 22 anos, continuei a trabalhar como stripper, mas ia à Missa todo domingo. Muitas vezes eu ia diretamente para clubes onde passava a noite dançando”.
Eu falava aos meus amigos que ia à Missa porque sentia que Deus me amava. Eles pensavam que eu estava louca. Eles estavam certos, pois eu estava entre as duas “loucuras”: a vida noturna e o amor de Jesus”.

Dançando entre dois mundos

A religiosa compara este período a uma dança entre dois mundo, isso um dia teria que acabar. Até que um dia ela sentiu a presença real de Jesus e foi durante um retiro.
“Foi naquele dia que dancei pela última vez. No dia seguinte, decidi mudar minha vida. Quando eu dançava nos clubes, todos me trataram como se eu fosse uma prostituta. Foi Jesus quem me fez entender que meu corpo não é um lixo. Ele me mostrou que eu sou uma verdadeira pérola. Enquanto todos os homens me ofereciam alguns elogios em troca do meu corpo, o amor de Jesus era incondicional”.


Ela então entendeu que deveria deixar tudo para seguir Jesus, pois queria mergulhar no conhecimento d’Ele. E assim foi; era o homem que ela tanto sonhou, que estava apaixonado por ela e a amava profundamente.
“No entanto, no dia em que comecei a ouvir o chamado para minha vocação religiosa, entrei em pânico. Eu estava com medo de aceitar, com medo de dedicar a Deus a minha alegria de viver, minha felicidade. Mas um dia depois deste “pânico”, eu li uma passagem do Cântico dos Cânticos: “Você é um jardim fechado, minha irmã, minha noiva, um jardim fechado, fonte selada” (4, 12). Este trecho abriu meu coração para ele”.
Hoje religiosa, ela fala para as mulheres que sofrem com dramas parecidos aos que viveu, de não depositarem nas mãos de um homem o seu valor e sua autoestima.
“Nós não podemos procurar por um homem a todo custo. É melhor ficar sozinha por um tempo e voltar a focar sua vida interior. Nada é melhor do que descobrir a própria beleza, os sonhos, aqueles que não estão relacionados à procura de um amante.
Quando uma mulher se estima e se ama, quando ela se cuida e descobre seu real valor, acaba um dia encontrando o homem que realmente a ama e a respeita. Não atrairá aqueles que querem abusar dela. Vai atrair aqueles que procuram uma mulher bonita e livre”.
Com informações de Aleteia/França

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