Profanada', Catedral de Campinas passou por ritual de purificação histórico após ataque; entenda - Front catolico

Profanada', Catedral de Campinas passou por ritual de purificação histórico após ataque; entenda






Na tarde de quarta-feira, foi celebrada uma Missa em sufrágio das almas dos féis falecidos no atentado na Catedral de Campinas (SP); durante a celebração, o pároco, Mons. Rafael Capelato, lamentou que “o templo de Deus foi duplamente violado”.
“Ontem (terça-feira), a tristeza se abateu sobre todos nós pelo pecado da violência e da morte. A Igreja mãe de Campinas chora seus filhos mortos. O templo de Deus foi duplamente violado. Sim, no templo sagrado que é a pessoa humana, ferida de morte como foi. E o templo sagrado desta Igreja, nossa Catedral, que se tornou cenário de violência”, expressou o sacerdote em sua homilia.
No início da Missa, concelebrada por diversos sacerdotes da Arquidiocese de Campinas, Mons. Rafael conduziu o Rito de Desagravo, realizado sempre que uma igreja é violada.


Como explicou a Arquidiocese em seu site, este “rito penitencial tem como objetivo reparar a injúria feita à igreja, sendo considerados os crimes e delitos não só que constituem ofensa grave aos sagrados ministérios, como os que ofendem gravemente a dignidade do homem e da sociedade humana”.




 "O Rito do Desagravo ocorre uma vez, na primeira celebração depois da profanação do templo. O monsenhor aspergiu [respingou] o altar [com água benta], as paredes e o povo", destaca a instituição católica. Veja como foi o rito no vídeo, acima.


A Celebração Eucarística contou com a participação de um grande número de fiéis que, conforme assinalou Mons. Rafael, se reuniram “para suplicar a Deus o perdão, a misericórdia, a paz” e para “manifestarmos uns aos outros a solidariedade de nossos corações, a força da fraternidade e do amor”.
O pároco recordou que, no mesmo momento em que era celebrada a Santa Missa na Catedral, as vítimas do tiroteio estavam sendo veladas e logo seriam sepultadas em diferentes cemitérios da cidade. “E lá também está presente a nossa Arquidiocese, rezando com os familiares; os padres se organizaram para estar presente junto com as famílias também numa rede bonita de solidariedade, de amor, de testemunho da vida em Cristo”, afirmou.
De acordo com a Arquidiocese de Campinas, o Administrador Diocesano, Mons. José Eduardo Meschiatti, levou a presença da Igreja ao cemitério dos Amarais, onde duas das vítimas foram veladas, tendo estado presente também Pe. Antonio Alves e Pe. Manoel Messias Pereira Martins, que celebrou as exéquias.


Por sua vez, Pe. Geraldo Correa levou a presença da Igreja ao cemitério do Flamboyan; e  Pe. Odair Costa Nogueira, ao cemitério Parque das Flores. Enquanto isso, Pe. Eduardo Fráguas celebrou Missa de corpo presente no cemitério de Monte Mor, onde uma das vítimas foi sepultada.
A quinta vítima fatal deste atentado veio a falecer na tarde de terça-feira, no Hospital Mário Gatti, onde estava internada.
Oração e solidariedade
Em sua homilia, Mons. Rafael também dirigiu algumas palavras aos familiares das vítimas e aos feridos. “Estamos todos sofrendo com vocês. Nesta hora, busquemos apoiar-nos na oração e na solidariedade. Sei que vocês choram. Estamos chorando também nós. Mas, o Senhor Jesus é nossa força e, com Ele, venceremos a dor, o mau e a morte”.
Em seguida, o sacerdote ressaltou “a certeza de nossa participação no mistério da Cruz e da ressurreição do Senhor, no qual temos o perdão, a remissão de todos os pecados, no qual temos a paz e a vida renovada no amor”.


“O que nos resta agora, meus irmãos e irmãs? Resta-nos suplicar a Deus a sua misericórdia por todos. Misericórdia, Senhor, de todos os que tombaram por este chão sagrado, culpado, se assim considerarmos, e inocentes. Misericórdia, Senhor, de todos os que sofrem, os familiares e amigos. Misericórdia, Senhor, de todos os feridos e dos abalados pelo desespero. Misericórdia, Senhor, de todos nós”, completou.
O presbítero, então, exortou a clamar “ao céu, neste tempo de serena expectativa pelo Senhor: Vem, Senhor Jesus! Vinde, ó Príncipe da Paz. Vinde trazer-nos o consolo e a paz”.
Em relação à Catedral, assinalou, é um espaço “consagrado à vida, às coisas de Deus. E assim continuará a ser. O espaço da paz e da vida, da dignidade humana e da fraternidade, da justiça e do amor. Espaço de acolhimento de cada pessoa humana. Espaço medicinal, de cura para uma sociedade enferma em razão dos desequilíbrios materiais e espirituais”.
Por fim, o pároco pediu que a Imaculada Conceição, a quem è dedicada a Catedral de Campina, “interceda por nós, para que nos mantenhamos em pé, como Ele esteve diante da Cruz de seu Filho”.
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