Sandy critica Igreja Católica e diz ser a favor do aborto e do casamento gay - Front catolico

Sandy critica Igreja Católica e diz ser a favor do aborto e do casamento gay





 A cantora Sandy, uma das escolhidas para representar a beleza feminina na série do mesmo nome  será Gabriela, “A reacionária do Pantanal”. Gabriela é tudo o que a cantora parece ser, sem ser: uma menina careta e alienada politicamente.


 Personagem da série: “Eu sou o oposto dela! Minha personagem foi divertida de interpretar. Ela é o oposto de mim. Ela é muito preconceituosa e não aceita de jeito nenhum o envolvimento da mãe dela com uma pessoa do mesmo sexo. Eu nunca fui assim. Tenho amigos gays e lido muito bem com a questão da homossexualidade. Por isso foi mais gostoso fazer o papel”.
Aborto: “Aborto, sob o ponto de vista jurídico, é crime. Eu defendo a descriminalização, principalmente quando a gravidez representar risco para a mulher ou para o bebê”.


Religião: “Sou batizada pela igreja católica, mas não sou praticante. Eu me casei na igreja católica e na luterana, que é a do meu marido. Não sou a favor de alguns preceitos da Igreja. Lembra das 95 teses de Martinho Lutero, desmascarando a igreja católica? Eu concordo com tudo aquilo. Sou contra o celibato, por exemplo, e acho muito retrógrado não usar camisinha”.
Preconceitos: “Eu sofri muito preconceito na época da dupla. A mídia tem preconceito, a crítica e uma parte do público. Por exemplo, uma parte das pessoas que gostavam de rock achava que não podia gostar de Sandy e Junior: ‘Isso aí é para criança’, ‘Isso aí é careta’. Não era bem assim. Se a pessoa parasse para prestar atenção, com ouvidos nus, mesmo que não curtisse, podia perceber que aquilo tinha qualidade”.



Cantora: “Como cantora, eu nunca sofri preconceito, tenho reconhecimento há muito tempo. Um divisor de águas foi a participação no especial da Elis Regina, em 1996. Eu tinha 13 anos e cantei ‘Águas de março’. A partir dali, as pessoas passaram a me olhar com outros olhos.”

Homossexualismo: “Vejo como uma coisa natural. Sou a favor do casamento gay. Acho que todo mundo tem os mesmos direitos e tem que ser feliz. O problema maior hoje é homofobia, crime hediondo, cruel. A gente, às vezes, fica focada nos grandes centros, e esquece que no interior do país, nos redutos atrasados, a homofobia está presente de forma muito mais selvagem, diante da ausência do Estado”.
Fonte: O Globo

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