Padre se revolta após ser impedido de celebrar missa por manifestante do movimento Lula livre - Front catolico

Padre se revolta após ser impedido de celebrar missa por manifestante do movimento Lula livre






O Padre Nildo Leal publicou o seguinte texto em seu Facebook :

Via: Nildo Leal

Hoje é a festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.
Pela primeira vez, em 18 anos de sacerdócio, fui impedido de celebrar a Missa.
Às 16h, chego à capela de Santa Teresinha, no Derby, para celebrar. Chego em cima da hora, porque havia engarrafamento na região, por conta de uma manifestação na Praça do Derby, por #LulaLivre# e por #EleNão#.
Nada contra. Tenho minhas convicções e respeito às dos outros.


Entrando na garagem, sem ter tido eu a possibilidade de sair do carro, uma senhora, que nunca vi na vida, me pergunta, agitada, se tenho um minuto para falar com ela. Respondo-lhe que não, pois estou atrasado para a Missa, mas posso ouvi-la após a celebração.
Começa o Apocalipse... - É por isso - diz ela, sacudindo meus ombros - que a Igreja não cresce; essa Igreja (a capela), não é a Igreja de Papa Francisco nem de Jesus Cristo; fui tratada com grosseria pela secretária e agora pelo senhor; vou escrever ao Papa; estou vindo da manifestação e estou sendo tratada mal, etc.
- Minha senhora, - respondi calmamente (o que surpreendeu até a mim mesmo) - estou atrasado para a Missa. Falo com a senhora quando terminar.
Mesmo refrão: - Essa aqui não é a Igreja de Jesus Cristo, nem do Papa Francisco. Vou escrever ao Papa...
Sem perder a calma - milagre! - digo-lhe:
- A senhora está enganada. Esta é a Igreja de Jesus Cristo, e do Papa.
- Não é!, - responde bastante alterada a militante política...
- Se a senhora acha que não é, - contesto - volte para a sua manifestação de comunistas.
E entro na capela.
Nesse momento, as portas do inferno já estão escancaradas... Não vou entrar em muitos detalhes. Simplesmente, essa senhora não me deixou sair da sacristia, celular na mão para gravar, dizendo para eu repetir que ela era comunista (sic!).


Minha mãe, a essa altura, está aos prantos... O povo, apavorado. Começo a rezar a Ave Maria e o mesmo fazem os fiéis na igreja.
Algumas pessoas tentam acalmá-la e pedem que ela as deixe assistir a Missa, e convidam-na a participar também. Mas a mesma não se conforma. Começa a gritar na igreja. Quero entrar para celebrar, mas algumas pessoas me pedem para esperar.
Creio estar presenciando a uma possessão diabólica!
16h20 - A senhora sai da igreja. Minha mãe está passando mal e eu tenho um pico de pressão alta.
Vou ao microfone, peço desculpas, e digo não estar em condições de celebrar.
As pessoas, ainda perplexas, deixam a igreja cabisbaixas. Algumas vêm falar comigo e perguntam se preciso de algo.
Volto para casa com minha mãe, onde celebro a Missa pelo Brasil, pedindo a intercessão de São Miguel, São Gabriel e São Rafael Arcanjos.
Pergunto, agora: -

É essa a tolerância, a democracia e o respeito pelas diferenças?
E vejam que em momento algum falei sobre candidato A ou B, partido tal ou qual!
Como também nunca tratei disso na igreja, durante a Missa ou qualquer outra ação litúrgica ou catequética.
Sinceramente, estou preocupado com o Brasil.
Deus tenha misericórdia de nós.
Maria Santíssima, valhei-nos!
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