A enfermeira Sarah Kuteh foi demitida pelo Serviço Nacional de Saúde em junho de 2016, após 15 anos trabalhando no Hospital Darent Valley, no Reino Unido. Desde então, ela precisou aguardar dois longos anos, até que por decisão da justiça o seu emprego fosse recuperado e ela inocentada da acusação de “má conduta”.


“Fui retirada do hospital depois de tudo o que fiz durante todos os meus anos como enfermeira e me disseram que não podia nem falar com nenhum de meus colegas. Tudo o que eu tinha feito era cuidar dos pacientes. Como poderia ser prejudicial dizer a alguém sobre Jesus?”, disse ela na época.


Depois disso, a organização Christian Concern tomou conhecimento do caso e decidiu defender a enfermeira, entrando com uma ação no Tribunal do Trabalho do Reino Unido, pedindo a revogação da decisão. O resultado saiu no dia 26 de julho desse ano e foi divulgado pelo Conselho de Enfermagem, dizendo que Kuteh está finalmente “apta a praticar” a enfermagem novamente.
“Eu não esperava ser demitida, então fiquei chocada. Isso significa muito para mim, porque posso voltar à profissão que amo”, disse ela, segundo informações do Christian Post.
“Este é um resultado brilhante. À equipe do Christian Legal Center, Christian Concern e todos os meus apoiadores, eu só quero agradecer muito”, disse ela, destacando que o apoio da Christian Concern foi crucial para sua defesa, já que o trabalho é o seu meio de sustento.
“Se não fosse pelo seu apoio, francamente eu estaria perdida. Mas quero agradecer a todos vocês. Vocês estão fazendo um trabalho brilhante, e eu oro para que o Senhor os recompense pelo maravilhoso trabalho que vocês estão fazendo e por acreditarem em mim”, destaca.
A diretora executiva do Christian Legal Center frisou que os 15 anos de trabalho da enfermeira não poderiam ser ignorados por algo que, na essência, foi de boa intenção e não teve como objetivo violar a ética profissional, mas sim ajudar os pacientes.


“Aqueles que conhecem Sarah reconhecem que ela é uma enfermeira cuidadosa e trabalhadora, além do profissionalismo que ela traz para seu trabalho”, disse Williams.
“Embora seja decepcionante que ela tenha sido penalizada por suas ações, que foram totalmente motivadas pela compaixão, nos alegramos que Sarah esteja mais uma vez livre para trazer sua habilidade e experiência para o seu papel de enfermeira”, conclui