A Ave-Maria me salvou da morte e da condenação eterna- - Front catolico

A Ave-Maria me salvou da morte e da condenação eterna-




Pelo ano de 1604 viviam numa cidade de Flandres dois jovens estudantes, que, desleixando os estudos, se entregavam a orgias e devassidões.
Numa noite, entre outras, foram a certa casa de perdição. Um deles, depois de algum tempo, retirou-se para casa, o outro ficou.
Chegando o primeiro em casa, estava para deitar-se quando se lembrou que não havia rezado umas Ave Marias, como era de seu costume fazê-lo em honra da Santíssima Virgem.
Acabrunhado pelo sono, sem nenhuma vontade de rezar, fez contudo, um pouco de esforço e rezou as Ave Marias, embora sem devoção e por entre bocejos de sono.
Deitou-se depois e adormeceu.
Mas não tardou a ouvir bater á porta com muita força. E imediatamente, sem ele a abrir, vê diante de si seu companheiro de farras, desfigurado e medonho.
– Quem és tu?, perguntou aterrorizado.
– Não me conheces?, respondeu o outro.
– Mas, como mudaste tanto? Tu pareces um demônio.
– Ai, podre de mim! Exclamou o infeliz. Ao sair daquela casa infame, veio um demônio e me sufocou. O meu corpo ficou no meio da rua e minha alma está no inferno. Sabes, pois, que o mesmo castigo tocada também a ti. Mas a Bem-Aventurada Virgem, pelo teu pequeno obséquio das Ave Marias, te livrou dele. Feliz de ti, se souberes aproveitar deste aviso, que a Mãe de Deus te manda por mim!


Depois destas palavras, o condenado entreabriu a capa e mostrou as chamas e as serpentes que o atormentavam, e desapareceu.
Então o colega, chorando copiosamente, com o rosto em terra, deu graças a Maria, sua libertadora. Enquanto pensava como mudar de vida, ouviu tocar matinas no convento dos franciscanos. Logo pensou: É aí que Deus me quer para fazer penitência. E foi pedir aos frades que o recebessem.
Cientes de sua má vida, não queriam eles aceitá-lo. Contou-lhes então entre lágrimas o que havia acontecido. Dois religiosos foram à rua indicada, achando efetivamente o cadáver do companheiro, sufocado e negro como carvão.
Depois disso foi o antigo amigo admitido e levou uma vida penitente e exemplar. Mais tarde foi como missionário pregar nas Índias e em seguida no Japão, onde teve finalmente a graça de morrer mártir, por amor de Jesus Cristo.
(Pe. Bernardo Garpar Haanappel, As três Ave-Marias, Vozes, Petropolis, s.d., PP. 18-20)

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